Ouvir Você

Um espaço aberto para OUVIR VOCÊ

Um beijo sem nome - África - Angola

with 2 comments

Pra quem gosta de ler e ou escrever poesia. Deixe a sua.
Esta, fala de uma terra maravilhosa lá na Africa

Quando te disse que era da terra selvagem do vento azul e das praias morenas…
do arco-íris das mil cores do sol com fruta madura e das madrugadas serenas…
das cubatas e musseques das palmeiras com dendém das picadas com poeira
da mandioca e fubá também…
das mangas e fruta pinha do vermelho do café dos maboques e tamarindos
dos cocos, do ai u’é…
das praças no chão estendidas com miçangas de mil cores os panos do Congo  
e os kimonos os aromas, os odores…
dos chinelos no chão quente do andar descontraído da cerveja ao fim de tarde
com o sol adormecido…
dos merengues e do batuque dos muquixes e dos mupungos dos imbondeiros e  
das gajajas da macanha e dos maiungos.
Da cana doce e do mamão da papaia e do caju…
tu sorriste e sussurraste “Sou da mesma terra que tu!”  

    Ana Paula Lavado

Written by ouvirvc

setembro 20th, 2008 at 8:20 pm

Posted in Poesia

2 Responses to 'Um beijo sem nome - África - Angola'

Subscribe to comments with RSS or TrackBack to 'Um beijo sem nome - África - Angola'.

  1. Legal este espaço. Vou postar uma poesia q ganhei de meu filho Rapha no dia das maes.

    Mãe,

    Que ao dar a benção da vida,
    entregou a sua…

    Que ao lutar por seus filhos,
    esqueceu-se de si mesma…

    Que ao desejar o sucesso deles, abandonou seus sonhos e anseios…

    Que ao vibrar com suas vitórias, esqueceu seu próprio mérito…

    Que ao receber injustiças,
    respondeu com seu amor…

    E que, ao relembrar o passado,
    só tem um pedido:

    DEUS, PROTEJA MEUS FILHOS,
    POR TODA A VIDA!

    Neiva

    20 set 08 at 9:52 pm

  2. Quando li a poesia sobre a África, imediatamente me lembrei desta de Gonçalves Dias, que fala da saudade que os escravos africanos tinham da sua terra.
    Para quem já esteve lá, é impossível não desejar ver a “velha” terra e suas belezas!

    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá;
    As aves, que aqui gorjeiam,
    Não gorjeiam como lá.

    Nosso céu tem mais estrelas,
    Nossas várzeas têm mais flores,
    Nossos bosques têm mais vida,
    Nossa vida mais amores.

    Em cismar, sozinho, à noite,
    Mais prazer encontro eu lá;
    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.

    Minha terra tem primores,
    Que tais não encontro eu cá;
    Em cismar — sozinho, à noite —
    Mais prazer encontro eu lá;
    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.

    Não permita Deus que eu morra,
    Sem que eu volte para lá;
    Sem que desfrute os primores
    Que não encontro por cá;
    Sem qu’inda aviste as palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.

    Gonçalves Dias

    Tita

    20 set 08 at 11:13 pm

Leave a Reply